Desaparecimento de jovem do Acre foi planejado, segundo a polícia

Os amigos de Bruno Borges planejavam ficar ricos com venda dos livros criptografados


Surgiram novas informações sobre o desaparecimento misterioso do estudante Bruno Borges, que não é visto desde 27 de março. Segundo a Polícia Civil, no BO registrado por Denise, mãe de Bruno, a mesma descobriu que a cama e o rack do filho estava na casa de um dos seus amigos, identificado como Mário Gaiote.
"Eu que encontrei [os móveis], não foi a polícia. A polícia nunca foi atrás do Márcio na casa dele. Achei através de uma amiga minha, já peguei. Não é porque faço questão de uma cama, fiquei chateada porque o Márcio mentiu, mentiu para a mãe dele", contou Denise.

Foram encontradas conversas no celular de Marcelo Ferreira com Mário Gaiote (ambos amigos de Bruno), sobre ficarem ricos com os 14 livros criptografados, que foram deixados no quarto do jovem com apenas uma estátua de 2 metros e mensagens nas paredes.

Marcelo na delegacia de Rio Preto (foto/reprodução/G1)

Marcelo Ferreira foi preso pela polícia, por falso testemunho, e pode ser liberado após prestar depoimento.

"Ele [Marcelo Ferreira] mentiu e omitiu informações na primeira vez que foi ouvido a respeito do caso do desaparecimento do Bruno. Inclusive, ele foi responsável por retirar a cama e o rack do quarto do Bruno. Ele foi conduzido até a delegacia para ser ouvido novamente, mas, no momento, ele está preso" - disse o delegado Alcino Júnior ao G1

A polícia encontrou contratos deixados por Bruno destinando parte da venda dos livros para Ferreira, Gaiote e um primo de Bruno, Eduardo Borges. Os contratos garantiam cerca de 15% do dinheiro da venda e publicação dos livros para Ferreira, outros 15% para o primo e 5% para Gaiote.


"No dia em que o Bruno sumiu, ele foi no cartório e registrou o contrato. Então, para nós fica muito contundente que não foi um desaparecimento qualquer, na verdade, foi um plano consciente de afastamento, e o contrato mostra que há prazo para divulgação desses livros, prazo para publicação, destinação de porcentagem para quem o ajudou, no caso, essas três pessoas que o ajudaram de imediato. Para nós, está muito claro isso", disse o delegado.
A mãe do jovem desaparecido, a empresária Denise Borges, refuta a ideia de que o sumiço do filho seja uma "jogada de marketing". "Eu sou a única pessoa que li os quatro livros. Não se trata de uma jogada de marketing. Eu já sabia da existência dos contratos. Aqueles meninos ajudaram o Bruno", disse a mãe. Denise também confirmou o lançamento do primeiro livro em breve.