“Foi um milagre” Missionário infectado com ebola agradece a Deus por recuperação

Missionário infectado com ebola agradece a Deus por recuperação: “Foi um milagre”


O missionário cristão norte-americano que foi infectado pelo vírus do ebola na Libéria afirmou que sua recuperação “foi um milagre”.

Após receber alta do Hospital Universitário de Emory, em Atlanta, na última quinta-feira, 21 de agosto, o médico Kent Brantly concedeu uma entrevista coletiva onde expressou sua gratidão a Deus e aos irmãos na fé que oraram por sua recuperação.

“Deus permitiu que minha vida fosse salva”, disse Kent, afirmando que o restabelecimento de sua saúde era uma resposta divina às orações. “O dia de hoje é um milagre na minha vida e estou muito feliz por estar vivo e poder encontrar minha família”, acrescentou o médico.

Segundo informações da agência Brasil, Kent Brantly e a enfermeira Nancy Writebol, sua companheira no campo missionário, foram tratados com o medicamento experimental ZMapp. Nancy recebeu alta dois dias antes de Kent, na terça-feira (19).

Kent contou que a descoberta de que estava infectado foi rápida, após a manifestação dos primeiros sintomas: “No dia 23 de julho, me levantei passando um pouco mal e logo minha vida teve uma reviravolta, quando inesperadamente fui diagnosticado”.

Removido pelo governo dos Estados Unidos de volta ao seu país para ser tratado com o soro experimental nas instalações do hospital de Emory, Kent Brantly reagiu positivamente ao medicamento, e agora, segundo os médicos, está livre do vírus do ebola.

Apesar do caso dos missionários ter sido bem sucedido, os médicos que desenvolveram o soro foram cautelosos quanto à descoberta da cura para a doença.

“Eles [os dois missionários norte-americanos] não representam nenhum risco para a saúde pública e as análises do sangue deles apresentaram resultado negativo do vírus. Aprendemos que a recuperação é demorada, porque de fato esta é uma doença bastante devastadora. Mas em geral os pacientes podem ser tratados e completamente curados”, disse Bruce Ribner, diretor da Unidade de Doenças Infecciosas do Hospital Universitário.