Templo de Salomão faz Cristo Redentor no Rio parecer enfeite, diz NYT

Das dimensões do templo à figura emblemática de Edir Macedo, jornal norte-americano aborda as implicações para o país da inauguração do novo centro evangélico em SP

A inauguração nesta semana em São Paulo do Templo de Salomão, da Igreja Universal, foi alvo de matéria do The New York Times, que disse que o enorme templo faz o “icônico Cristo Redentor do Rio de Janeiro, que tem apenas metade da altura, parecer um enfeite em comparação”.

Após quatro anos de obras, o centro religioso será inaugurado nesta quinta-feira, 31. Custou R$ 680 milhões e terá assentos para 10 mil pessoas

A reportagem do Times aborda as implicações políticas e religiosas para o Brasil do projeto capitaneado pelo bispo Edir Macedo.

Este, por sua vez, é apontado como o homem que “reformulou” o cenário religioso nacional, tornando-se bilionário e enfrentando pelo caminho acusações e processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Ninguém reformulou a paisagem religiosa do Brasil como o sr. Macedo. Dono de uma emissora e fundador da igreja, Macedo agora viaja de jatinho com um passaporte diplomático especial (um privilégio também permitido no país a altos funcionários do Vaticano), defendendo a teologia da prosperidade e doutrinas pentecostais como exorcismo e a cura pela fé”, diz o texto.

A presença prevista de Dilma Rousseff na inauguração mostra, segundo o Times, como a mandatária busca o apoio de evangélicos conservadores em sua coalizão, simbolizada pela aliança com Marcelo Crivella, um sobrinho de Macedo e candidato ao governo do Rio de Janeiro.

Ao jornal, o arquiteto do projeto afirma que a Universal não “poupou gastos” no Templo. As reações de “assombro” dos passantes, que param para tirar fotos, também foi registrada.

O monumental templo será um poderoso símbolo do Brasil como epicentro do pentecostalismo global, assim como da Igreja Universal como a congregação líder para desafiar a Igreja Católica no país", disse ao jornal R. Andrew Chesnut, especialista em religiões latino-americanos da Universidade Commonwealth de Virginia.

O uso ostensivo de símbolos judaicos também foi observado pela matéria, escrita pelo correspondente Simon Romero e publicada na última quinta-feira.

Via Exame.abril