Saiba o que os candidatos a presidencia pensam sobre aborto, maconha e religião

Em 2014 serão 11 candidatos disputando a preferencia do povo Com o início da campanha eleitoral, temas controversos passaram a fa...

Em 2014 serão 11 candidatos disputando a preferencia do povo




Com o início da campanha eleitoral, temas controversos passaram a fazer parte do debate político e os candidatos são instados a todo momento a se posicionar sobre polêmicas.

A redação do portal UOL compilou opiniões de dez dos 11 candidatos à Presidência da República sobre alguns assuntos acalorados, como a descriminalização da maconha, do aborto e o ensino religioso obrigatório.

Os candidatos também foram questionados sobre a redução da maioridade penal, o fim da reeleição, a ampliação do Bolsa Família, a diminuição do número de ministérios e aspectos da economia como a reforma tributária, a meta de inflação ideal e a independência do Banco Central .

As respostas foram colocadas em ordem alfabética pelo nome do candidato. O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) ainda não havia respondido à solicitação de entrevista até a publicação desta reportagem.




Aécio Neves (PSDB) 

Descriminalização do aborto: É contra.
"Sou a favor da legislação atual, sem mudanças", afirmou o tucano em entrevista a uma revista em junho de 2013.

Descriminalização da maconha: É contra.
A posição difere daquela adotada por FHC, seu padrinho político.

Ensino religioso obrigatório: Não se pronunciou sobre o assunto.



Dilma Rousseff (PT)

Descriminalização do aborto: É contra. 
"Defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto", afirmou em 2010, quando era candidata ao Planalto.

Descriminalização da maconha: Não se pronunciou
Afirmou ser contra nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou.

Ensino religioso obrigatório: 
Não se pronunciou sobre o assunto.




Eduardo Campos (PSB) 


Descriminalização do aborto: É contra. 
Considera a legislação adequada e não vê razões para seja alterada a lei. "Como cristão, cidadão e pai de cinco filhos, minha vida já responde à pergunta", disse em entrevista em uma missa em Aparecida (SP) em abril.

Descriminalização da maconha: É contra. 
"O debate que nós precisamos neste instante fazer é focar o combate ao tráfico e, no tráfico, sobretudo, do crack, que é a droga que está arrasando, exterminando, a vida de muitas famílias Brasil afora"

Ensino religioso obrigatório: Não se pronunciou sobre o assunto




Eduardo Jorge (PV) 

Descriminalização do aborto: É a favor. 
Defende a legalização do aborto, estabelecendo regras e limites de idade gestacional. "Não estimulamos a prática do aborto, pois ele sempre é traumático para a mulher... Porém, não podemos ignorar essa realidade de muitas mulheres que por algum motivo recorrem a ele a cada ano. Não concordamos em criminalizá-las", diz o programa de governo do PV.

Descriminalização da maconha: É a favor
Defende a legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, outras drogas mais pesadas devem ter estratégias para reduzir os danos de uso. Acredita que o uso da maconha deve ser tratado como o uso do tabaco e do álcool.

Ensino religioso obrigatório: É contra. 
"O Estado brasileiro é laico. Proponho ensino da história das religiões como um exercício de tolerância e respeito à diversidade. Deus está onde o amor está (Tolstói)"



Eymael (PSDC) 

Descriminalização do aborto: É contra. 
"A posição da democracia cristã é a manutenção das três hipóteses que hoje existem [para o aborto]: o estupro, o perigo de vida [para a mulher] e o feto destituído de cérebro"

Descriminalização da maconha: É contra. 
"[A descriminalização] é um equívoco. A maconha é a porta de entrada da droga"

Ensino religioso obrigatório: 
Para ele, deve ser seguida a Constituição. "A Constituição diz que é possível. [Mas] não obrigatório"




José Maria (PSTU) 

Descriminalização do aborto: A favor

Descriminalização da maconha: A favor


Ensino religioso obrigatório: É contra. 
"A escola tem que ser laica", diz




Levy Fidelix (PRTB) 

Descriminalização do aborto: Contra.
"Sou a favor que a legislação permaneça como está. Hoje é permitido fazer aborto em casos de anencefalia, risco de vida [à mãe]. No caso de estupro, não. Violenta o moral dela, mas não [pode] matar a criança"

Descriminalização da maconha: Contra. 
"Maconha? Pra mim, maconheiro, prendia todos. Todo mundo."

Ensino religioso obrigatório: A favor. 
"Tem que ter. Agora, naturalmente que não sou a favor que seja apenas pela maioria [religiosa]. Hoje a Igreja Católica tem cerca de 70% dos brasileiros, nós temos os evangélicos... Deve se permitir que, dentro do colégio, a pessoa opte, digamos, pela sua fé"



Luciana Genro (PSOL) 



Descriminalização do aborto: A favor.

 "Eu vejo que a gente precisa descriminalizar, para quê? Para acabar com essa hipocrisia e possibilitar uma discussão franca sobre o tema da maternidade, da contracepção"


Descriminalização da maconha: A favor
"Nós achamos que o primeiro passo, no sentido de se acabar com essa guerra às drogas que na verdade se transformou em guerra aos pobres, é a descriminalização da maconha porque a maconha é uma droga que causa tão mal quanto o álcool e o cigarro e deve ser tratada no mesmo patamar"

Ensino religioso obrigatório: Não se pronunciou sobre o assunto



Mauro Iasi (PCB) 


Descriminalização do aborto: É favorável. 
"O aborto é um direito da mulher. Dessa forma, ele deve ser realizado na rede pública de saúde"

Descriminalização da maconha: É favorável. 
"Quem acaba sofrendo com a criminalização é exatamente a população pobre"

Ensino religioso obrigatório: É contra, pois acredita que, em uma sociedade socialista, o Estado deve ser totalmente laico



Pastor Everaldo Pereira (PSC) 

Descriminalização do aborto: É contra.
"Defendo os princípios cristãos, defendo a vida a partir da concepção, e sou a favor de todas as leis civis e penais que defendam o direito à vida. A criminalização do assassinato de vida intrauterina é tão importante quanto a criminalização do assassinato de vida extrauterina. As exceções que hoje constam no direito brasileiro já são mais do que suficientes para regular a questão"

Descriminalização da maconha: Não respondeu diretamente
Disse que "devemos reforçar o combate ao tráfico e ao consumo de drogas, pois está comprovado cientificamente que essas substâncias criam dependência química, distúrbios psicológicos e até psiquiátricos. Mais do que se preocupar com a descriminalização da maconha, o desgoverno atual deveria se preocupar com o crescimento do tráfico de drogas e a explosão de cracolândias"

Ensino religioso obrigatório: É contra
"Somos a favor da descentralização do ensino público e liberdade educacional, respeitando-se um conteúdo onde o foco, nos ensinos fundamental e médio, deva ser o ensino de língua portuguesa e matemática. Escolas que tenham interesse em oferecer ensino religioso devem ser livres para fazê-lo, sem obrigatoriedade, mas com liberdade"

Fonte: UOL