Manuscritos de Lutero são roubados

Maniuscritos de Martinho Lutero são roubados em museu.

Obras desaparecidas têm grande valor histórico não apenas para protestantes.

Foram roubados no dia 12 de julho, na cidade alemã de Eisenah, três valiosos escritos do reformador Martinho Lutero (1483-1546). O local onde morou um dos mais importantes artíces da Reforma Protestante foi transformada em um museu e albergue na década de 1950 e recentemente acabou assaltada. A casa servia, segundo a igreja da Turquia, para "mostrar a carreira e a obra do grande reformador da igreja  e o torná-lo compreensível", mas as atenções eram direcionadas para a tradução da Bíblia por Lutero e sua "influência na educação do povo alemão e de toda Europa".

As investigações para encontrar os responsáveis pelo furto esbarram no fato de que no local não há câmeras de segurança. O material possui um grande valor histórico. As obras desaparecidas são os tratados Andem Christlichen Adel deutscher Nation ("À nobreza cristã da nação alemã"), escrito em 1520; An die Radherrn aller städte ("Aos vereadores de todas as cidades"), de 1524; e Lutherpredigt, das man Kinder zur Schulen soll ("Sermão de Lutero sobre enviar os meninos ao colégio"), publicado pela primeira vez em 1530. Até o fechamento desta edição do MP, a polícia não havia citado a existência de suspeitos, mas as investigações continuam e o foco tem se  voltado para o último grupo de turistas a visitar o local. Os artefatos estão avaliados em cerca de 60 mil euros.

O reformador Martinho Lutero nasceu em Eisleben no dia 10 de novembro de 1483 e morreu em sua cidade natal em 18 de fevereiro de 1546. Inicialmente, ele optou pela vida monástica e acabou sacerdote agostiniano além de professor de Teologia. Compungido pela corrupção que grassava o meio religioso e ao descobrir, estudando a Bíblia, que a salvação do homem não depende de seus esforços, ele afixou as suas 95 teses na porta da igreja do Castelo em Wittenberg, em resposta ao vendedor de indulgências Johann Tezel. Os pedidos escritos pelo Papa Leão 10 em 1520 e do Imperador Carlos V na Dieta de Worms em 1521 ocasionaram a sua excomunhão como um fora-da-lei pelo imperador.  

Fonte: Mensageiro da Paz, nº 1540, setembro de 2013.