José Junior acusa Marcos Pereira de estar por trás do incêndio no AfroReggae

Na madrugada desta terça-feira (16) uma pousada do AfroReggae que seria inaugurada em agosto no Complexo do Alemão, na zona norte do Ri...


Na madrugada desta terça-feira (16) uma pousada do AfroReggae que seria inaugurada em agosto no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, pegou fogo. O coordenador do grupo, José Júnior, foi chamado para prestar depoimento na polícia e aproveitou para ligar o incidente com o pastor Marcos Pereira, preso desde maio em Bangu 2 sob acusações de estupro.

“Eu e o AfroReggae passamos a ter problemas desde que fiz aquelas acusações contra o pastor. As constantes ameaças contra alguns membros nossos; o ataque à UPP Vila Cruzeiro antes da corrida Desafio da Paz, em maio; e agora esse incêndio… nada disso é coincidência”, afirmou.
José Júnior diz que não tem dúvidas de que o fundador da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) tem parte com o crime organizado da cidade. “Tudo faz parte de uma estratégia do pastor de nos atingir”.
As declarações foram dadas à imprensa antes que o coordenador da ONG prestasse depoimento na 22ª Delegacia de Polícia (Penha) onde o caso do incêndio está sendo investigado. Até o momento a polícia só conseguiu identificar um homem que supostamente teria participado, Wagner Moraes da Silva, 20 anos, teve 30% do corpo queimado e foi hospitalizado.
Não há indícios de que o acusado tenha participado do crime, mas a polícia não tem dúvidas de que o incêndio foi provocado. “Achamos uma lata de combustível no local”, disse o delegado Reginaldo Guilherme citando que o prédio tem três andares e que apenas o primeiro e o terceiro, onde funcionava o jornal comunitário Voz da Comunidade, foram atingidos.