Que chorem os felizes e se alegrem os chorões.


Logo após a queda do Word Trade Center muitos pastores americanos se dividiram em dois grupos. O primeiro foi daqueles que liberam a sentença: “Isto é o juízo de Deus sobre o os EUA, porque nós temos abandonado a Deus”. O segundo, foi o grupo do consolo. Foi aí que comecei a me perguntar: “Se fosse eu o porta voz de Deus para liberar uma palavra para aquele povo, qual seria a minha mensagem: de juízo ou de consolo?” Realmente fiquei em dúvida, porque por um lado o grupo do juízo não me parecia estar falando mentiras, porque eu também acreditava da mesma maneira que eles, já que em muitas oportunidades que os ventos da tragédia sopravam sobre Israel tinha haver com iniquidade por parte deles. 

Mas por outro lado o grupo do consolo também não me era contrária. Pensando muito, fui para a bíblia olhar como Jesus agia em situações assim. E o que notei foi que para os fariseus que não queriam se arrepender, Cristo disse “Ai de vós”, no entanto para os pecadores que já estavam moídos pelas conseqüências dos seus pecados, ele afirmou: “não temas”. Contra as pessoas impenitentes Jesus afirmou: “Ai de vós que agora rides, porque irão chorar”. 
Esta era uma sentença que batia de frente com aqueles que estavam vivendo no pecado, se alegrando em suas maldades e pior, muitas delas estavam felizes porque nada lhes acontecia. A estes a ordem era: “Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza” (Tg 4:9). Os pecadores risonhos sempre recebiam a condenação de Cristo, mas sabe de uma coisa? Os pecadores chorões ouviam outra mensagem: “agora você irá rir, pois bem aventurado os que choram, porque serão consolados”.

A maioria daqueles que foram curados no ministério de Jesus eram pessoas que viviam no pecado, tanto que antes de liberar cura Jesus dava o perdão, mostrando assim que a real causa da enfermidade era espiritual. Mas qual vez ele apontou para estes que estavam destruídos e arrebentados e disse: “Tá vendo, eu não disse que ia dar nisso”. Não, muito pelo contrario ele estendia a mão, pois Jesus não esmaga a cana quebrada. Estas pessoas se encontravam cônscias de seus pecados e moídas, portanto não precisavam ouvir julgamentos, pois já estavam julgadas.

Uma vez me pediram para conversar com um rapaz que havia acabado de cometer um assassinato e por isto estava bem atormentado, se achando o pior dos pecadores, a ponto de nem conseguir dormir, já que ficava vendo o rosto do rapaz em seus pesadelos. Você acha que eu cheguei diante dele com a mensagem de arrependimento? Para que, mais arrependido do que ele estava? E para que julgá-lo, se ele mesmo era o seu pior juiz. Este estava no chão. E o caído a gente levanta, mas o arrogante empinado nós colocamos no chão, para depois levantá-lo pela graça de Cristo. Como disse John Nilton: “O propósito da pregação é quebrar os corações duros e curar os corações quebrados”. Juízo aos duros, consolos aos arrebentados. Assim, com base nos profetas que sempre lidavam com temas como “juízo-tragédias-consolo”, podemos afirmar sem dúvida que a maneira certa de anunciar a palavra é: 

“Pregue o juízo, depois que ele vier, anuncie o consolo”. 
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