"Igreja" Renascer em Cristo Cria "Dízimo" Com Seguro e Sorteio pela Loteria Federal

A "igreja" Renascer em Cristo do "Apóstolo" Estevam Hernandes e da bispa Sônia Hernandes criaram uma nova modalidade...


A "igreja" Renascer em Cristo do "Apóstolo" Estevam Hernandes e da bispa Sônia Hernandes criaram uma nova modalidade de "desafio" aos fiéis: é o dízimo com seguro. Você não entendeu? Funciona assim: o fiel aceita o desafio de pagar R$ 2,00 por dia, em parcelas mensais de R$ 60, durante um ano. Durante todo esse período, enquanto ele pagar em dia, ele terá direito a três benefícios garantidos pela empresa Mongeral (que ficou muito conhecida no Brasil na década de 70 ao vender previdência privada a incautos). Os benefícios são: indenização em caso de morte, acidente e ainda o fiel receberá números todos os meses com os quais ele concorrerá a prêmios de R$ 5.000 a serem sorteados pela Loteria Federal. Isso mesmo! Pela loteria Federal. Não é uma maravilha?!

 Essa nova contribuição de R$ 60 por mês não faz parte do dízimo, que continua sendo obrigatório para os fiéis, que doam de 10% a até 30% de seus ganhos, voluntariamente à Renascer. A denominação citada já é conhecida por seus desafios, linha de perfumes e cosméticos. Lembram do perfume com cheiro de Cristo, depois corrigido para o perfume de... Lázaro? A Renascer é uma polêmica igreja evangélica adepta da Teologia da Prosperidade, agora lança mais esse desafio, o que faz com que o povo dê cada vez para a Renascer na esperança, no mínimo, duvidosa de enriquecer.

Em janeiro deste ano, os líderes da Renascer, Estevam e Sônia Hernandes foram listados em 5º lugar entre os religiosos mais ricos do Brasil, com uma fortuna avaliada em R$ 120 milhões de reais. Em primeiro lugar ficou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, com R$ 2 bilhões. Ambos foram presos pela polícia dos EUA entre 2007 e 2008, condenados por contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Estevam e Sônia fora presos quando desembarcavam nos EUA com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, dentro de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil. No Brasil, os principais processos contra eles já foram extintos.

Fonte: UOL