Família de 4 irmãos comemora 100 anos da mais velha

A caçula tem 94 anos, e a mais velha completou um século de vida.

Uma família de Canelinha, na Grande Florianópolis, comemorou na última quarta-feira (8) o aniversário da matriarca,  Lindaura Nascimento, que completou 100 anos. Ela é a mais velha dos quatro irmãos.
Dona Maria, a mais nova, tem 94 anos, Seu Manuel 95, Seu Luiz 97 e Lindaura completou 100 anos. Juntos, eles têm quase 400 anos de história. "Meu pai foi um homem valente. Tinha cinco filhos da primeira mulher. Cada ano tinha um, porque naquele tempo não havia televisão. Depois, casou com uma mulher que já tinha 10 filhos. Com os cinco dele, foram 15 filhos", ri Luiz, o filho do meio.

Os filhos mais velhos do primeiro casamento do pai estavam na festa para contar a história. Já os mais novos: "Morreram todos!", conta Lindaura, que se diverte quando perguntam qual é o segredo para viver tanto. "Não sei. Deus é quem sabe", diz, com uma gargalhada. Filhos e netos garantem que não há segredo nenhum. Os 'super vovôs', como são chamados, não tomam remédios, nem fazem nenhuma dieta especial. 


E a caçula está quase completando bodas de vinho no casamento. Até se perde na conta dos anos que está casada. "68 anos", afirma, mas o marido corrige rapidamente: "69". Os dois moram sozinhos e não gostam que ninguém se intrometa no relacionamento. "Eles vivem sós e a gente só acompanha, mas eles gostam da liberdade e não gostam de serem incomodados", afirma o filho, Éder Dias. "É entre tapas e beijos, mas mais beijos", completa a esposa.

Mesmo sem pensar muito no passado, eles têm saudade. "Eu gostava de trabalhar. Sempre trabalhei na roça, cortando cana, gostava muito", conta ela. Os 100 anos foram comemorados com uma festa que reuniu toda a família. E Dona Lindaura, apesar da idade, conta com precisão e rapidez o número de descendentes: "Bisneto 18, neto 16 e tataraneto 4", disse ela, rodeada pelos cinco filhos. 
São histórias cheias de aventuras, sacrifícios e recomeços, mas nenhum medo do fim. "Ele lá [aponta para alto] é que manda. Se mandar o 'caixão' da morte, que eu vou fazer? Tem que morrer mesmo", fala Seu Manoel, rindo de seus 95 anos.

"O que eu quero esperar é que Deus me dê saúde e eu seja um homem feliz para viver. Quero viver mais ainda", complementa Luiz, ainda cheio de disposição.

Veja a matéria do site G1, Clicando aqui.  
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