Papa Francisco anuncia que fará reforma na Igreja Católica

Ele nomeou 8 cardeais para aconselhá-lo em  um projeto de reforma na Constituição da Cúria Por Heverton de Oliveira para o Ligado no...


Ele nomeou 8 cardeais para aconselhá-lo em um projeto de reforma na Constituição da Cúria


Por Heverton de Oliveira para o Ligado no Gospel
O Papa Francisco, completa um mês a frente da igreja católica, e anuncia que haverá tolerância zero em relação aos casos de pedofilia cometidos por religiosos. Essa semana o comandante do navio que conta, com nada mais, nada menos que 1,3 bilhão de pessoas convidou um grupo de oito cardeais para “aconselhá-lo no governo da igreja”. Eles deverão estudar um projeto de reforma na Constituição da Cúria Romana.O anuncio foi feito sábado (13) pela secretaria de Estado do Vaticano. 

O papa parece estar disposto a realizar uma reforma na Igreja que vem defendendo em seus discursos públicos desde que assumiu: Sua proposta é uma igreja misericordiosa, pobre e missionária.

Essa iniciativa surgiu após as sugestões recebidas durante as Congregações gerais, que antecederam o conclave. Os cardeais nomeados são o italiano Giuseppe Bertello, o chileno Francisco Javier Errázuriz Ossa, o indiano Oswald Gracias, o alemão Reinhard Marx, o congolês Laurent Monsengwo Pasiny, o americano Sean Patrick O’Malley, o australiano George Pell, e o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, que será o coordenador do grupo.

Alguns deles estavam cotados como os prováveis sucessores do papa emérito Bento XVI. Eles se reunirão pela primeira vez em 3 de outubro, deste ano. Enquanto esse dia não chega, os escolhidos vão estudar modificações na Constituição apostólica Pastor Bonus, do papa João Paulo II.

O argentino exigiu que a igreja católica “atue com determinação” diante de casos de abusos sexuais cometidos por religiosos. Em nota oficial, o gabinete de imprensa da Santa Sé disse: “O papa manterá a política de tolerância zero contra a pedofilia” e espera que a hierarquia da igreja promova “acima de tudo medidas de proteção dos menores”.

Desde de o inicio do ano chegaram ao Vaticano mais de 1.700 denúncias de casos de pedofilia por parte de clérigos nos últimos três anos.O alemão Joseph Ratzinger chegou a pedir perdão em várias ocasiões em nome da igreja às vítimas, mas foi criticado por não ter uma postura de combate a pratica. Com informações de Veja e Época e Gospel Prime.