Feliciano deixa Comissão dos Direitos Humanos cercado de protestos

Pastor deixa a comissão cercado de protestos de ativistas homossexuais   Hoje teve início a segunda sessão da Comissão de Direitos Huma...

Pastor deixa a comissão cercado de protestos de ativistas homossexuais

 
Hoje teve início a segunda sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara presidida pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Porém, a mesma teve de ser encerrada antes da hora por conta de protestos promovidos por ativistas em sua maioria dos direitos homossexuais.
 
Diante dos violentos protestos, Feliciano deixou o encontro cerca de oito minutos após abrir a audiência pública. O assunto a ser tratado iria discutir os direitos de portadores de transtorno mental.
 
O deputado é alvo de protestos pelo país em razão de declarações consideradas, pelos grupos homossexuais, homofóbicas e racistas, o que ele nega.

Antes mesmo do início da sessão, os que são contra a permanecia do pastor, já haviam ocupado a maioria dos assentos da comissão. Feliciano ingressou no plenário às 14h26 e ocupou a poltrona da presidência da comissão. No momento em que ele começou a falar, os ativistas das causas homossexuais gritaram palavras de ordem, como “racismo é crime, racismo é crime, Fora Feliciano”.
 
O deputado disse no início da comissão que não iria tolerar os protestos:
 
“Hoje eu vou falar uma vez só. Se atrapalharem a comissão, os seguranças vão retirá-los”, disse o pastor.

 
A advertência acirrou ainda mais os ânimos dos opositores do pastor. Na tentativa de defender Feliciano, aliados do deputado presentes no recinto passaram a rebater as provocações dos manifestantes.
 
Inesperadamente, Feliciano anunciou que estava passando a presidência da sessão para o deputado Henrique Afonso (PV-AC) e que iria se retirar do plenário. Ele, então, levantou-se e deixou o plenário sem falar com a imprensa.
 
Os manifestantes comemoraram a saída do deputado do PSC da sala. “Feliciano, não renuncia, eu vou para a luta todo dia”, ironizaram aos gritos os ativistas gays. A reunião durou apenas 45 minutos regada a protestos e palavras de baixo calão.
 
Segundo o site G1, alguns colegas de plenário aconselharam Marco Feliciano. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), aconselhou Feliciano a deixar o comando da comissão.
 
"Você não devia ter aceitado lá atrás esse cargo porque aquilo ali te rendeu um problema. Você já capitalizou o seu público evangélico, mas tem que saber até quando esticar a corda para não arrebentar. Melhor sair antes que te tirem", disse Garotinho a Feliciano.

 
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) manifestou apoio ao deputado do PSC:
"Eu estou com você. É melhor comissão fechada do que como era antes. Qualquer coisa estou à disposição", disse.
 
Com informações de G1; Edição de Texto de Heverton de Oliveira para o Ligado no Gospel. Caso reproduza este conteúdo, cite as fontes de informação, edição de texto e link direto.