“Chorão sabia que precisava de Deus”, diz Rodolfo Abrantes

O cantor Alexandre Magno Abrão, 42, conhecido como Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr morreu na ultima quarta-feira (6/3). ...



O cantor Alexandre Magno Abrão, 42, conhecido como Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr morreu na ultima quarta-feira (6/3). Segundo informações, a suspeita, é que a morte tenha sido causada pelo uso excessivo e drogas.
missionário Rodolfo Abrantes, ex-vocalista do Raimundos, e hoje músico evangélico conta que eles eram amigos e que evangelizou Chorão no ano de 2003. Ambos estavam em um show em Belo Horizonte, com Charlie Brown e Rodox, antiga banda de Rodolfo.
“No camarim ele chegou para mim, puxou numa cadeira, distante de outras pessoas, e falou: “Conta como foi a parada”. É interessante, porque ontem mesmo eu recebi uma foto dessa conversa. Eu contei como foi a minha experiência com Deus. Achava fantástico isso no Chorão: ele estava ouvindo, absorvendo, não me julgou. Dava pra ver que percebeu a diferença na minha vida e queria saber o que estava acontecendo”, lembra Rodolfo.
Rodolfo conta que Alexandre “não tinha nenhuma rejeição às coisas de Deus(sic). Só não se sentia confortável com religião… Existia uma sede dele de algo mais, existia uma consciência de que o que ele precisava era Deus”. E ele vai além, acredita que Chorão poderia ter sido muito usado para evangelizar “Deus deu dons para as pessoas. Ele tinha o dom da palavra. O que o Chorão falava a galera seguia. As pessoas estavam muito perto dele. Todo mundo vibrava, as músicas eram cantadas em coro. Se tivesse experiências com Deus ele levaria muita gente para Cristo”, afirma o amigo.
O músico morto teve oportunidades de ouvir sobre Jesus de outras pessoas. Renato “Pelado”, que foi baterista do Charlie Brown e hoje também é músico evangélico, era muito amigo de Chorão. Pelado hoje é membro na Bola de Neve, ex-igreja de Rodolfo.
Perguntado por que não foi ao velório, Rodolfo conta que está em uma cruzada evangelística em João Pessoa. A última vez que se viram pessoalmente foi em 2007 e que não há mais nada a fazer. 
“Eu gostaria de olhar nos olhos do Chorão e falar alguma coisa que tocasse o coração dele. Infelizmente eu não posso mais”, lamenta.
Rodolfo deixa um recado final: 
“Os fãs do Charlie Brown têm uma maneira muito sadia e muito nobre de honrarem a história do Chorão: fazendo escolhas que os levem para perto de Deus, para a parte da luz. As pessoas podem honrar a morte dele, em memórias, se fizerem escolhas boas, que edifiquem. E vivam”. 
Com informações de G1 , Gospel Prime. Texto base de Jarbas Aragão, editado em algumas partes.