ABGLT Denuncia Apostila de Escola por Suposta Apologia a Homofobia

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) encaminhou uma denúncia ao Ministério Público do Ce...


A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) encaminhou uma denúncia ao Ministério Público do Ceará e ao Ministério da Educação pedindo a averiguação de um caso sobre uma apostila que continha as seguintes instruções: Dois meninos não se atraem. Duas meninas também não. A apostila foi exposta Colégio Farias Brito, de Fortaleza, durante uma aula de física de uma turma de terceiro ano do ensino médio e causou constrangimento em alunos homossexuais.  
Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, o material didático é homofóbico. "As pessoas precisam ter a clareza que homofobia não é apenas matar, discriminar, mas também fazer esse tipo de exemplo pejorativo. Esse exemplo de que o igual não pode se atrair. Essa apostila é um incentivo à piada, à brincadeira, ao preconceito", disse. Ainda de acordo com Reis, o estudante do terceiro ano autor da denúncia ficou entristecido não somente com o material, mas também com a forma como foi trabalhado em sala de aula. "Esse garoto contou que o professor fez chacota em sala de aula do material. Ele se sentiu totalmente agredido", declarou.


Na ilustração sobre o princípio da atração e repulsão, há a imagem de dois meninos e duas setas em sentidos opostos e a palavra repulsão ao lado. No segundo exemplo, duas meninas e, novamente, a palavra repulsão e no último exemplo um menino e uma menina e a palavra atração.

De acordo com  Marilia Etienne Arreguy professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, o material é um absurdo e é uma influência nociva a estudantes ainda em fase de construção de identidade. "Fico revoltada que no terceiro milênio ainda exista esse tipo de concepção."

Por outro lado o diretor superintendente do Colégio Farias Brito, Tales de Sá Cavalcante, rechaçou qualquer viés homofóbico na apostila dedicada aos alunos da instituição. Segundo o diretor, "a imagem pura de duas crianças não tem nada a ver com homossexualismo".

"O material foi distribuído, mas não tem nada a ver com homofobia. É um reforço didático apenas. Uma maneira apenas do aluno fixar. São ilustrações de duas crianças, não tem nada a ver com homofobia", disse. "O normal é que o sexo masculino seja atraído pelo sexo feminino, não tem nada a ver com homofobia. Se a gente quisesse fazer referência ao homossexualismo colocaríamos dois gays no carnaval, o que nós colocamos foi a imagem pura de duas crianças sem nenhuma referência ao homossexualismo. Se a gente fosse homofóbico, a gente usaria essa referência nas apostilas de biologia", concluiu. O diretor afirma que os estudantes homossexuais são tratados com respeito no colégio e suspeita que a denúncia possa ter partido de instituição de ensino concorrente. "Vamos apurar e chegar ao autor disso tudo", declarou.

O centro de ensino é composto pelo Colégio Farias de Brito e pela Faculdade Farias de Brito em um total de 13.600 alunos, 11.600 na capital cearense e mais 2.000 em Sobral, município na região noroeste do Ceará.  O colégio, fundado há 78 anos, tem alunos das classes de alfabetização ao pré-vestibular. A instituição oferece ainda curso superior em direito, administração e marketing.

Concordo com Sr. Tales o natural é um homem se sentir atraído por uma mulher e vice-versa. E não tem maldade nenhuma nas imagens. Mas parece que hoje em dia tudo é motivo pra dar, com perdão da palavra, "piti". 
Fonte: UOL